Será que eu não sou obrigada a nada de verdade?

Há um tempo eu adotei um hábito de não me obrigar a fazer algumas coisas que submetessem meu orgulho só que passando por algumas experiências recentemente comecei a questionar: até que ponto eu não sou obrigada? 
E isso me levou a outra pergunta: será que estou sendo coerente com o que acredito e prego?
Quando sentimos na pele esse hábito de não se obrigar é que percebemos o quão vago e inútil isso pode ser. Não dar satisfação do que fazemos ou pensamos a quem não conhecemos pode ser compreensível e não está errado pois não devemos julgar e nem dar motivos para sermos julgados. Todavia, no século 21, estamos acostumados a ficar nos enchendo de nós mesmos a ponto de sacrificar os sentimentos de nosso seres queridos sem nos dar conta. Pasmem: o egoísmo é considerado algo normal e necessário. 
O que? 
"Fulaninha, você não pode responder ele rápido porque você precisa se fazer de difícil."
"Fulaninho, deixa ela te esperando porque quanto mais demorar mais ela vai gostar."
Ah gente, sério mesmo?! O mundo já está chato e como se não bastasse, deixamos todo esse mimimi entrar em nossas vidas de forma dissimulada.
Quer saber? Eu não sou obrigada a dissimular meus relacionamentos porque o mundo moderno cobra isso de mim. 
Eu não sou obrigada e ignorar o amor no qual acredito e ficar de charminho porque isso faz bem pro ego. 
Caramba. Você tem um espelho em casa, vai lá se elogia o quanto quiser, faça seus hobbies, você deve fazer isso, mas deixa de ser mesquinha(o), dê atenção quando puder, aprecie a companhia dos outros ao seu redor, aprenda com cada pessoa, admire. Não perca seus valores e princípios porque o mundo acha isso errado. 
Nade contra a maré, seja você a mudança que quer ver no mundo.
Ninguém é totalmente autossuficiente que possa viver sem outras pessoas. Nós precisamos uns dos outros.

Deixo essa reflexão para a semana!

L.C.


Comentários