Dos desapegos dezembrinos
Ainda lembro de cada detalhe do dia em que chegou...da ansiedade que me invadia nas manhãs e que multiplicava instantaneamente quando ia te ver. Lembro do perfume que usava, da cor da blusa, de quando me aproximava mais e podia finalmente tocar com as mãos, ou simplesmente encostar minha cabeça de modo a ouvir as batidas desalinhadas, fazendo eco.
Se questionas minhas razões, poderia compreender um grande rancor. Todavia, rancor?
Como guardaria rancor? Para que estragaria as boas lembranças e nessa pobreza de espírito deixasse de crescer com o que passou?
Ainda lembro de tudo... Só quero que entendas que alguns ciclos necessitam findar e facilmente se findam.
Já não existe algo a que dediquemos nossos esforços, pois não houve espontaneidade do nosso melhor e por favor, não sinta saudades desse pó. Afinal, poeira voa quando encontra vento e essa (poeira) voou há muito tempo!
Podes, sim recordar e sorrir com anelo, só não insistas na ideia de reaver aquele elo.
O ciclo se fechou.
Por simples respeito te peço: evolua, cresça e se torne capaz de construir, faça o desmantelo.
E percebas que ainda lembro de rimar, essa mania dificilmente perco.
Só não quero me lembrar de reconsiderar o velho laço. É que eu pratico o desapego!
Vou levar a lição comigo. E de você espero que também a leve consigo: se for para reaver, reveja no despejo.
Considerações finais: transformei em poesia o simples fato de me livrar de objetos velho e empoeirados que estavam ocupando espaço na minha casa. Faça você o mesmo! Ou se quiser, reaproveite.
Objetos que desapeguei: monitor de pc, caixinhas de som velhas, mouse com bolinha de giro, escrivaninha, camisetas e caixas de perfumes.
Se questionas minhas razões, poderia compreender um grande rancor. Todavia, rancor?
Como guardaria rancor? Para que estragaria as boas lembranças e nessa pobreza de espírito deixasse de crescer com o que passou?
Ainda lembro de tudo... Só quero que entendas que alguns ciclos necessitam findar e facilmente se findam.
Já não existe algo a que dediquemos nossos esforços, pois não houve espontaneidade do nosso melhor e por favor, não sinta saudades desse pó. Afinal, poeira voa quando encontra vento e essa (poeira) voou há muito tempo!
Podes, sim recordar e sorrir com anelo, só não insistas na ideia de reaver aquele elo.
O ciclo se fechou.
Por simples respeito te peço: evolua, cresça e se torne capaz de construir, faça o desmantelo.
E percebas que ainda lembro de rimar, essa mania dificilmente perco.
Só não quero me lembrar de reconsiderar o velho laço. É que eu pratico o desapego!
Vou levar a lição comigo. E de você espero que também a leve consigo: se for para reaver, reveja no despejo.
Considerações finais: transformei em poesia o simples fato de me livrar de objetos velho e empoeirados que estavam ocupando espaço na minha casa. Faça você o mesmo! Ou se quiser, reaproveite.
Objetos que desapeguei: monitor de pc, caixinhas de som velhas, mouse com bolinha de giro, escrivaninha, camisetas e caixas de perfumes.
L.C
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